Tuvalu: mapa, capital, história, economia e curiosidades

Localizado no Oceano Pacífico, Tuvalu pode desaparecer devido ao aumento do nível do mar.

Tuvalu é uma nação insular soberana localizada na Polinésia, na porção centro-oeste do Oceano Pacífico.

Situado aproximadamente a meio caminho entre a Austrália e o Havaí, o país é um dos menores e menos populosos do planeta.

Formado por um anel disperso de atóis de baixa altitude e ilhas de recife, Tuvalu tornou-se mundialmente conhecido como um dos territórios mais vulneráveis ao avanço do nível do mar decorrente do aquecimento global.

Dados gerais de Tuvalu

  • Nome oficial: Tuvalu

  • Capital: Funafuti (vila-sede governamental em Vaiaku, na ilhota de Fongafale)

  • Área territorial: 26 km²

  • População: aproximadamente 11.400 habitantes

  • Gentílico: tuvaluano, tuvaluana

  • Idiomas oficiais: tuvaluano e inglês

  • Moeda: Dólar de Tuvalu (atrelado ao Dólar australiano) e Dólar australiano (AUD)

  • Forma de governo: Monarquia constitucional parlamentarista

  • Fuso horário: UTC+12

Localização e limites

O arquipélago tuvaluano espalha-se por uma área oceânica de mais de 900 mil quilômetros quadrados, embora sua superfície terrestre emersa não passe de 26 quilômetros quadrados.

O país não possui fronteiras terrestres com nenhum outro Estado, tendo como vizinhos marítimos mais próximos:

  • Ao norte: Quiribati

  • A oeste: Ilhas Salomão

  • Ao sul: Fiji

  • A sudeste: Wallis e Futuna (coletividade ultramarina francesa) e Samoa

O território estende-se em formato linear de noroeste a sudeste ao longo de cerca de 600 quilômetros sobre as águas equatoriais do Pacífico Sul.

Geografia: relevo, hidrografia e clima

O ambiente natural de Tuvalu impõe severas restrições materiais e espaciais à vida cotidiana dos moradores.

Relevo

O país é constituído por três ilhas de recife compactas (Nanumanga, Niutao e Niulakita) e seis atóis verdadeiros (Funafuti, Nanumea, Nui, Nukufetau, Nukulaelae e Vaitupu), que circundam amplas lagoas marítimas centrais.

A topografia é extremamente plana: o ponto mais elevado de todo o território alcança modestos 4,6 metros acima do nível do mar, com a média geral de altitude situando-se em torno de dois metros.

Hidrografia e solo

Não existem rios, ribeirões ou lagos de água doce nas ilhas. O abastecimento populacional depende de cisternas comunitárias e residenciais para a captação de água da chuva, além de pequenas unidades dessalinizadoras móveis.

O solo é poroso, de origem calcária e coralínea, com camadas delgadas de matéria orgânica que limitam o desenvolvimento de agricultura convencional.

Clima e vegetação

O clima é equatorial úmido e quente ao longo de todo o ano, com temperaturas médias em torno de 28 °C a 31 °C e precipitações copiosas.

O território situa-se na rota de ciclones tropicais sazonais do Pacífico. A cobertura vegetal nativa reúne coqueirais densos, pandanus, árvores-pão e arbustos costeiros tolerantes ao sal marinho.

Formação histórica

Os primeiros navegadores a colonizarem o arquipélago foram povos de matriz polinésia que partiram de Samoa e Tonga por volta do século XIV.

Em 1568, o explorador espanhol Álvaro de Mendaña foi o primeiro europeu a avistar uma das ilhas (Nui), batizando-a de Isla de Jesús.

No século XIX, o contato intensificou-se com baleeiros, comerciantes ocidentais e traficantes de escravos peruanos (blackbirders), que na década de 1860 sequestraram mais de 400 habitantes para trabalho forçado em minas de guano, dizimando a população local.

Em 1892, o arquipélago foi transformado em protetorado pelo Império Britânico sob o nome de Ilhas Ellice, sendo agrupado formalmente com as Ilhas Gilbert (atual Quiribati) em 1916.

Por diferenças culturais, linguísticas e étnicas em relação à maioria micronésia das Gilbert, os polinésios das Ellice votaram massivamente pela separação em plebiscito realizado em 1974.

A independência total veio em 1º de outubro de 1978, quando a nação adotou o nome nativo de Tuvalu, que significa “oito juntos”, alusão aos oito atóis que eram habitados no momento da fundação.

Economia

A economia de Tuvalu é uma das menores e mais singulares do sistema internacional, fortemente alicerçada na subsistência, no setor público e em receitas imateriais.

A pesca artesanal e o cultivo de subsistência de taro (pulaka), coco e banana atendem às demandas familiares nas ilhas externas.

A emissão de licenças de pesca para frotas industriais de nações como Japão, Coreia do Sul e Estados Unidos que atuam em sua imensa Zona Econômica Exclusiva compõe uma das principais fontes de divisas governamentais.

Outra fonte atípica de receita é o licenciamento do código de país do domínio de primeiro nível na internet, a extensão .tv.

Muito cobiçada por empresas de tecnologia, emissoras e plataformas de transmissão em vídeo, a cessão desse endereço rende royalties milionários aos cofres públicos.

O país depende adicionalmente de um fundo de investimentos soberano mantido com ajuda da Austrália, Nova Zelândia e Reino Unido, bem como de remessas enviadas por marinheiros tuvaluanos contratados em cargueiros mercantes internacionais.

Sociedade e cultura

Cerca de 96% dos moradores pertencem à etnia tuvaluana, compartilhando costumes baseados no comunitarismo e no respeito à hierarquia dos anciãos.

A vida social nas aldeias organiza-se em torno do maneapa, um salão comunal aberto de madeira onde se realizam reuniões decisórias, celebrações e julgamentos locais.

A Igreja de Tuvalu (Te Ekalesia Kelisiano Tuvalu), de vertente calvinista congregacional, congrega quase a totalidade da população e exerce papel estruturante no calendário das ilhas.

As artes preservam danças corais vigorosas acompanhadas de palmas e tambores de madeira rítmicos, chamadas de fatele.

Diante da elevação dos oceanos, Tuvalu conduz projetos pioneiros para tentar salvaguardar sua existência física por meio do aterro e da elevação de terrenos, ao mesmo tempo em que desenvolve um projeto de “gêmeo digital” do país para arquivar sua geografia, patrimônio e história caso a emigração definitiva da população se torne inevitável no futuro.

Pedagogo, graduando em Direito, especialista em Docência para o Ensino Superior e em Educação de Jovens e Adultos. Pesquisador das relações de gênero e raciais, e apaixonado por justiça social. Criador do portal Toda Disciplina, onde compartilha conhecimento e debates sobre educação, direitos humanos e cultura.

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