Palau é um país insular situado no extremo oeste da Micronésia, no Oceano Pacífico ocidental.
Integrado por um mosaico de centenas de ilhas de origem vulcânica e calcária cercadas por recifes de corais, o país ganhou projeção mundial pelo vanguardismo em sustentabilidade ambiental marinha, tendo transformado todo o seu território aquático em áreas pioneiras de conservação global da biodiversidade.
Dados gerais de Palau
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Nome oficial: República de Palau (Beluu er a Belau)
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Capital: Ngerulmud (no estado de Melekeok, na ilha de Babeldaob)
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Área territorial: 459 km²
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População: aproximadamente 18.100 habitantes
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Gentílico: palauano, palauana
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Idiomas oficiais: palauano e inglês (além do japonês com status regional no estado de Angaur)
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Moeda: Dólar dos Estados Unidos (USD)
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Forma de governo: República presidencialista sem partidos políticos formais
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Fuso horário: UTC+9
Localização e limites
Palau ocupa a porção mais ocidental do arquipélago das Carolinas. O país não possui fronteiras secas e distribui-se em uma faixa oceânica rodeada por vizinhos regionais:
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A oeste: Filipinas (através do Mar das Filipinas)
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Ao norte: Japão
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A leste: Estados Federados da Micronésia
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Ao sul: Indonésia (região da Nova Guiné Ocidental)
A maior parte dos assentamentos humanos localiza-se na ilha montanhosa de Babeldaob e nas ilhas conectadas por pontes que abrigam a antiga capital e principal polo comercial, Koror.
Geografia: relevo, hidrografia e clima
A conformação territorial palauana reúne formações geológicas contrastantes em um espaço compacto.
Relevo
O país agrega mais de 340 ilhas divididas em dois tipos principais: as ilhas vulcânicas do norte, lideradas por Babeldaob (que responde por mais de 70% da área terrestre do país), e as ilhas calcárias de elevação coralínea ao sul, conhecidas como as Rock Islands (Ilhas da Rocha).
O Monte Ngerchelchuus, em Babeldaob, ergue-se como a maior elevação do arquipélago, com 242 metros de altitude.
As Rock Islands formam labirintos de morros em forma de cogumelo recobertos de floresta fechada, declarados Patrimônio Mundial pela UNESCO.
Hidrografia e ecossistemas marinhos
Babeldaob possui bacias hidrográficas ativas com rios perenes, como o Rio Ngerdorok, e cascatas como a Queda de Taki.
O país abriga o famoso Lago das Águas-Vivas (Jellyfish Lake), um lago marinho isolado há milhares de anos onde vivem milhões de águas-vivas douradas que perderam seus mecanismos urticantes defensivos devido à ausência de predadores naturais.
Clima e vegetação
O clima é tipicamente tropical equatorial marítimo, com chuvas abundantes e temperaturas médias estáveis ao redor de 27 °C durante todo o ano. As encostas de Babeldaob são cobertas por densas florestas tropicais de encosta, e as margens dos cursos d’água e estuários abrigam ricos manguezais que servem de berçário para centenas de espécies marinhas.
Formação histórica
A colonização inicial de Palau ocorreu por volta de 1000 a.C. por migrantes vindos do Sudeste Asiático marítimo.
A sociedade estruturou-se sob um sistema tradicional matrilinear, no qual linhagens e direitos de herança de terras passavam pelas mulheres, enquanto chefes masculinos governavam com base no conselho de matriarcas idosas.
O primeiro contato registrado com ocidentais deu-se com navegadores espanhóis no século XVI, mas a ocupação externa só começou em 1885, quando o Império Espanhol formalizou a posse colonial sobre as Ilhas Carolinas.
Após a derrota espanhola na Guerra Hispano-Americana em 1898, as ilhas foram vendidas ao Império Alemão, que explorou a extração de fosfato e o plantio de coqueiros.
Com o eclodir da Primeira Guerra Mundial em 1914, o Império do Japão capturou as ilhas alemãs e recebeu um Mandato da Liga das Nações para administrá-las.
Sob administração japonesa, Koror tornou-se o centro administrativo do Mandato dos Mares do Sul. Durante a Segunda Guerra Mundial, o arquipélago foi palco da sangrenta Batalha de Peleliu em 1944, na qual milhares de soldados americanos e japoneses tombaram em combate de trincheiras e cavernas.
No pós-guerra, Palau foi integrado ao Território Fiduciário das Ilhas do Pacífico das Nações Unidas, administrado pelos Estados Unidos.
O país redigiu a primeira constituição antinuclear do mundo em 1979 e conquistou sua independência plena em 1º de outubro de 1994, mantendo um Tratado de Livre Associação com Washington, pelo qual os EUA providenciam defesa militar e repasses financeiros em troca de privilégios de acesso estratégico.
Economia
A economia de Palau baseia-se primordialmente no turismo internacional de alto padrão, nas atividades de pesca regulamentada, na agricultura familiar e na ajuda financeira americana vinculada ao Tratado de Livre Associação.
O turismo concentra os maiores ganhos e atrai visitantes de potências asiáticas e ocidentais para a prática de mergulho autônomo em paredões de corais consagrados como o Blue Corner e o canal das Rock Islands.
Em 2009, o país criou o primeiro Santuário de Tubarões do mundo, banindo a pesca comercial predatória de elasmobrânquios em toda a sua extensão oceânica.
Para ingressar no território, todos os turistas estrangeiros devem assinar em seus passaportes o Palau Pledge (Compromisso de Palau), um termo legal no qual juram respeitar o ecossistema, não tocar nos corais e recolher todo o resíduo gerado.
Sociedade e cultura
A grande maioria da população é composta por palauanos nativos, com minorias de residentes filipinos empregados no comércio e na construção civil, além de pequenas comunidades japonesas e norte-americanas.
Cerca de três quartos da população professam confissões cristãs (católica e protestante), convivendo com a religião sincrética nativa Modekngei, que preserva ritos tradicionais e crenças animistas dos antepassados.
A herança da arquitetura comunitária pode ser vista no bai, uma grande casa cerimonial triangular construída inteiramente com troncos de árvores e palha, decorada em suas vigas com pinturas que contam lendas de guerras, mitos de deuses marinhos e a história das famílias fundadoras da aldeia.
A alimentação diária combina peixes frescos de recife cozidos no vapor ou grelhados na brasa com tubérculos ricos em amido, como a mandioca, o inhame e o taro, frequentemente preparados envoltos em folhas de bananeira.
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