Tipos de Sujeito: aprenda de uma vez a identificar quem manda na frase

Você já teve a sensação de que a gramática tenta complicar o que deveria ser simples? Muita gente trava na hora de analisar uma frase, mas a verdade é que o sujeito nada mais é do que o “protagonista” da ação ou o termo sobre o qual declaramos algo.

Identificar os tipos de sujeito não serve apenas para passar em provas; é o que dá clareza ao que escrevemos. Se você não sabe quem é o sujeito, como vai fazer a concordância verbal do jeito certo?

Para facilitar sua vida, preparamos este guia prático e direto. Vamos aos tipos?

1. Sujeito Simples: o protagonista único

É aquele que possui apenas um núcleo (a palavra principal). Não se engane: “simples” não significa que o sujeito é uma palavra curta, mas sim que existe apenas uma ideia central.

  • Exemplo: O estudante de Direito revisou o artigo.

  • Núcleo: estudante.

Mesmo que o sujeito esteja no plural, se houver apenas um núcleo, ele continua sendo simples.

  • Exemplo: Os livros de gramática estão esgotados. (Núcleo: livros).

2. Sujeito Composto: quando o grupo aumenta

Aqui, o verbo se refere a dois ou mais núcleos. É como se a ação fosse compartilhada por mais de um “chefe”.

  • Exemplo: A caneta e o papel são as ferramentas do escritor.

  • Núcleos: caneta, papel.

3. Sujeito oculto (ou desinencial): ele está lá, mas não aparece

Este é o queridinho da escrita fluida. Ele não está escrito na frase, mas você sabe exatamente quem ele é por causa da terminação (desinência) do verbo ou pelo contexto.

  • Exemplo: Terminei o relatório agora pouco.

  • Quem terminou? Eu (identificado pela terminação “-ei”).

Dica de escrita: Usar o sujeito oculto ajuda a evitar a repetição excessiva de pronomes como “eu” ou “nós”, deixando o seu texto muito mais profissional.

4. Sujeito Indeterminado: quando a autoria é desconhecida

Sabe quando você quer contar um fato, mas não sabe ou não quer dizer quem o praticou? É aí que entra o sujeito indeterminado. Existem duas formas clássicas de usá-lo:

  1. Verbo na 3ª pessoa do plural: Disseram que o concurso será adiado. (Quem disse? Não se sabe).

  2. Verbo com a partícula “se”: Precisa-se de estagiários com urgência.

5. Oração sem Sujeito: o sujeito inexistente

Parece estranho, mas existem frases onde simplesmente não há um sujeito. Isso acontece geralmente com fenômenos da natureza ou verbos específicos que indicam tempo decorrido.

  • Fenômenos da natureza: Choveu muito em Natal ontem.

  • Verbo “Haver” (sentido de existir): Havia muitas dúvidas na aula.

  • Verbo “Fazer” (tempo decorrido): Faz anos que não estudo latim.

Pedagogo, graduando em Direito, pesquisador das relações de gênero e raciais, e apaixonado por justiça social. Criador do portal Toda Disciplina, onde compartilha conhecimento e debates sobre educação, direitos humanos e cultura.

Publicar comentário