Rondônia é uma das 27 unidades federativas do Brasil, situada na Região Norte.
Faz fronteira internacional com a Bolívia e destaca-se por ter uma das economias mais dinâmicas e agropecuárias da Amazônia Ocidental.
O estado teve sua ocupação contemporânea impulsionada a partir das décadas de 1970 e 1980 com os projetos de colonização federal ao longo da rodovia BR-364, transformando o antigo Território Federal do Guaporé em um dos principais polos produtores de carne, grãos e café do Norte do país.
Dados gerais de Rondônia
| Informação | Dado |
| Capital | Porto Velho |
| Sigla | RO |
| Gentílico | Rondoniense ou rondoniano |
| Região | Norte (Amazônia Legal) |
| Área territorial | 237.765 km² |
| População | Aprox. 1,58 milhão de habitantes (Censo IBGE) |
| Densidade demográfica | ~6,6 hab./km² |
| Número de municípios | 52 |
| Fuso horário | Horário do Amazonas (UTC-4 — uma hora a menos que Brasília) |
Mapa e limites geográficos

Rondônia possui uma localização estratégica para a integração da Amazônia com o Centro-Oeste e a América do Sul:
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Norte e Noroeste: Amazonas.
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Leste: Mato Grosso.
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Sul e Oeste: Bolívia (fronteira internacional demarcada pelos rios Mamoré e Guaporé).
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Extremo Oeste: Acre.
A capital, Porto Velho, localiza-se às margens do Rio Madeira. É o município mais populoso do estado e possui a maior extensão territorial entre as capitais brasileiras, superando estados inteiros como Sergipe e Alagoas.
Geografia, relevo e clima
O quadro natural rondoniense é composto predominantemente por planícies fluviais e baixos planaltos:
Relevo
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Depressão da Amazônia Meridional: terrenos planos e levemente ondulados que cobrem a maior parte do estado.
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Chapada dos Parecis: elevação sedimentar a leste e sudeste, na divisa com o Mato Grosso, onde se encontram as maiores altitudes de Rondônia.
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Pico do Tracoá: situado na Serra dos Pacaás Novos, é o ponto culminante do estado, com cerca de 1.126 metros de altitude.
Clima
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Equatorial úmido / Tropical de altitude: temperaturas médias anuais entre 24 °C e 26 °C. Apresenta estação chuvosa intensa de outubro a abril e uma estação seca evidente entre junho e agosto, período em que pode ocorrer o fenômeno da friagem (queda brusca de temperatura provocada pela chegada da massa polar atlântica pelo vale do Guaporé).
Biomas e vegetação
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Floresta Amazônica: bioma original dominante, com matas de terra firme e áreas de várzea.
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Cerrado: manchas de savana encontradas no planalto dos Parecis e no cone sul do estado (região de Vilhena).
Hidrografia
A hidrografia do estado integra a Bacia do Rio Madeira, um dos maiores afluentes do Rio Amazonas:
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Rio Madeira: principal eixo hidroviário do estado, essencial para a navegação de grandes comboios de barcaças que escoam a produção de grãos até o porto de Itacoatiara (AM) e o Oceano Atlântico.
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Rio Guaporé e Rio Mamoré: rios de fronteira com a Bolívia, de grande valor ecológico e piscoso.
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Complexo Hidrelétrico: o Rio Madeira abriga duas das maiores hidrelétricas do Brasil, a UHE Santo Antônio e a UHE Jirau, fundamentais para a matriz energética nacional.
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Outros rios importantes: Ji-Paraná (ou Machado), Jamari e Abunã.
Economia de Rondônia
Diferente de outros estados amazônicos focados exclusivamente no extrativismo florestal ou mineral, Rondônia consolidou uma economia agropecuária forte:
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Pecuária Bovina: possui um dos maiores rebanhos bovinos do país, com status sanitário livre de febre aftosa sem vacinação reconhecido internacionalmente, exportando carne para dezenas de países.
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Agricultura: grande produtor de soja e milho no Cone Sul (Vilhena) e referência nacional no cultivo do café canéfora (robusta amazônico), reconhecido pela alta produtividade e qualidade clonal.
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Produção de Peixe: líder nacional na piscicultura de água doce em cativeiro, com destaque para a criação de tambaqui.
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Geração de Energia e Logística: polo energético através das usinas do Madeira e corredor de exportação multimodal (rodovia BR-364 conectada à Hidrovia do Madeira).
Cultura e turismo
A cultura rondoniense é marcada pelo encontro entre os povos originários, seringueiros tradicionais e migrantes pioneiros (sobretudo paranaenses, paulistas, mineiros e capixabas):
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Estrada de Ferro Madeira-Mamoré (EFMM): marco histórico e cultural em Porto Velho, construída no início do século XX durante o ciclo da borracha, conhecida como a “Ferrovia do Diabo”.
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Forte Príncipe da Beira: imponente fortaleza militar do século XVIII construída pela Coroa Portuguesa às margens do Rio Guaporé, em Costa Marques, para defender a fronteira colonial contra os espanhóis.
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Duelo da Fronteira: festival folclórico realizado em Guajará-Mirim, com a disputa entre os bois-bumbás Malhadinho e Flor do Campo.
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Culinária: mistura a tradição nortista de peixes amazônicos (tambaqui na brasa, caldeirada de tucunaré) com hábitos trazidos pelo Centro-Sul, como o churrasco e o consumo de tereré.
Exercícios resolvidos
Questão 1
(Enem/Adaptada)
A ocupação territorial do estado de Rondônia nas décadas de 1970 e 1980 diferenciou-se da maior parte da Região Amazônica por ter sido marcada:
a) Pela criação de polos industriais têxteis financiados por capital estrangeiro.
b) Por intensos fluxos migratórios estimulados pelo governo federal em torno de projetos de colonização agrícola ao longo da BR-364.
c) Pela substituição total das florestas por lavouras irrigadas de trigo e videiras europeias.
d) Pelo abandono das vias terrestres em favor do transporte exclusivamente aéreo entre vilas isoladas.
e) Pela demarcação prévia e unânime de todas as terras públicas como áreas de proteção integral.
Resposta correta: B
Comentário: Rondônia foi palco de intensa migração, sobretudo de famílias de agricultores do Sul e Sudeste, atraídas por incentivos do Incra e assentadas em lotes ao longo da rodovia federal BR-364.
Questão 2
O Rio Madeira exerce papel estratégico no desenvolvimento socioeconômico de Rondônia principalmente porque:
a) É um canal estéril de navegação, utilizado apenas para pesca de subsistência local.
b) Divide o território brasileiro do oceano Pacífico.
c) Abriga grandes usinas hidrelétricas (Santo Antônio e Jirau) e serve como hidrovia para escoamento de grãos até os portos exportadores do Norte.
d) É o único rio intermitente do bioma amazônico.
e) Não possui ligação hidrológica com a bacia do Rio Amazonas.
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