Por 78 anos, Aurobindo Akroyd Ghoshse dedicou e trabalhou por uma sociedade mais justa, igualitária e livre. Nasceu na cidade Calcutá, na Índia, em 15 de agosto de 1872.
Porém, aos 5 anos, foi junto com seus dois irmãos para a Inglaterra, onde estudaram e aprenderam a falar muitas línguas e Aurobindo mostrou toda a sua afinidade com a literatura.
Aos 20 anos, retornou a Índia com a vontade de descobrir a “sabedoria e verdade do Oriente”. Essa busca ditou toda a sua história política e espiritual.
Apesar de tudo, Aurobindo é conhecido como um dos principais guias espirituais do planeta e possui até uma povoação em sua homenagem, chamada de Auroville (“A cidade do amanhecer”), localizada próxima à Pondicherry, local onde o filósofo ficou isolado na busca do aperfeiçoamento e aprofundamento da ioga.
Biografia de Aurobindo Akroyd Ghoshse
Sua participação política
Em 1892, quando voltou da Inglaterra, Aurobindo começou uma luta contra o domínio britânico no país. Em 1906, foi escolhido para comandar o Partido Nacionalista, defendendo o direito de liberdade e independência da Índia do poderio inglês.
Por defender e pleitar essas reivindicações abertamente acabou sendo preso em 1908. Por um ano o jovem revolucionário passou por experiências espirituais que determinaram o seu trabalho no futuro.
O uso da ioga na prisão não foi uma descoberta para Aurobindo. Tendo em vista os desacordos e os bastidores conturbados que a vida política lhe proporcionava, o pensador praticava meditação a fim de relaxar o corpo e prepará-lo para mais embates.
Entretanto, na cadeia ele conseguiu intensificar ainda mais essa técnica e ao ser liberto, em 1909, seguiu para Pondicherry, na ânsia de um isolamento do mundo e buscando devotar-se totalmente à missão espiritual, abandonando os conflitos políticos.
Surge Sri Aurobindo
A partir de então, Aurobindo Akroyd Ghoshse passa a ser conhecido, somente, por Sri Aurobindo. Isso porque, “Sri” apesar de não possuir significado, é utilizado como uma espécie de título, uma indicação de reverência para as pessoas ou entidades.
Sri Aurobindo faleceu tranquilamente no dia 5 de dezembro de 1950, em Pondicherry, aos 78 anos de idade. Após décadas de isolamento produtivo, onde trocou as batalhas políticas pelo aprofundamento da ioga integral, seu corpo físico sucumbiu a complicações renais (uremia).
Sua partida foi encarada por seus seguidores não como um fim, mas como uma transição espiritual planejada, encerrando uma jornada física dedicada à evolução da consciência humana.
Mesmo após o falecimento, seu legado permaneceu vibrante através de sua companheira espiritual, Mira Alfassa (a “Mãe”), que deu continuidade à criação de Auroville e aos ensinamentos do mestre.
Relatos da época mencionam que seu corpo permaneceu em um estado de conservação incomum por mais de quatro dias antes do sepultamento no Samadhi, atraindo milhares de pessoas.

Hoje, o local de sua morte em Pondicherry é um dos maiores centros de peregrinação espiritual do mundo, unindo buscadores do Oriente e do Ocidente.
O modo de pensar de Sri Aurobindo
Sri Aurobindo é considerado como nacionalista, lutador pela liberdade, filósofo, escritor, poeta, yogue, e guru indiano.
De acordo com o próprio pensador, a meta não era “fundar uma religião ou uma escola de filosofia ou uma escola de Yoga, mas criar uma base e um caminho que irão trazer para baixo uma verdade maior além da mente, mas não inacessível à alma e consciência humanas”.
Ainda segundo com o guru, a ideia era unir o Ocidente com o Oriente em um só pensamento.
Seguindo os princípios do Sri, Mira Alfassa, conhecida por “A mãe” deu continuidade aos ensinamentos do filósofo. Porém, nem ela, nem Aurobindo procuravam mais discípulos.
E evitavam um perfil público, dando preferência ao isolamento e o abandono do mundo de bens.
“Um movimento, no caso de um trabalho como o meu, significa a fundação de uma escola ou seita ou algum outro condenável non-sense. Significa que centenas de milhares de pessoas sem nenhum valor para o propósito se aproximariam e corromperiam o trabalho ou o reduziriam a uma pomposa farsa, da qual a Verdade que estava descendo, retiraria-se para segredo e silêncio.
É isso o que tem acontecido às religiões, e essa é a razão de seu fracasso”, alertou o próprio Sri Aurobindo.
Publicar comentário