Maomé (c. 570–632), cujo nome original em árabe é Muhammad, foi o profeta e fundador do Islamismo.
Além de líder religioso, ele foi um habilidoso líder político e militar que unificou as tribos da Península Arábica sob a bandeira de uma única fé monoteísta, mudando permanentemente o curso da história mundial.
Quem foi Maomé?
Para os muçulmanos, Maomé não é uma divindade, mas o último e mais importante profeta enviado por Deus (Allah) para restaurar a fé original de Adão, Abraão, Moisés e Jesus.
Sua vida é marcada pela transição de um órfão e comerciante para o líder de uma das maiores religiões do planeta.
Infância e juventude
Maomé nasceu em Meca, na atual Arábia Saudita, por volta do ano 570 d.C. Ele pertencia ao clã dos Hachemitas, que fazia parte da influente tribo dos Coraixitas.
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Vida Familiar: Ficou órfão de pai antes de nascer e perdeu a mãe, Amina, aos seis anos. Foi criado inicialmente pelo avô e, depois, por seu tio Abu Talib.
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Profissão: Na juventude, trabalhou como pastor e, mais tarde, como condutor de caravanas comerciais. Sua reputação de honestidade lhe rendeu o apelido de Al-Amin (“O Confiável”).
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Casamento: Aos 25 anos, casou-se com Khadija, uma viúva rica e comerciante bem-sucedida. Ela foi sua maior apoiadora e a primeira pessoa a se converter ao Islã.
A revelação espiritual
Aos 40 anos, Maomé costumava se retirar para meditar na Caverna de Hira, no Monte Jabal al-Nour. Segundo a tradição islâmica, no ano 610 d.C., ele recebeu a visita do Arcanjo Gabriel.
Durante esse encontro, Maomé teria recebido as primeiras revelações de Deus. Essas mensagens, que continuaram por mais de duas décadas, foram posteriormente reunidas e memorizadas pelos seus seguidores, dando origem ao Alcorão.
A perseguição em Meca e a Hégira
Ao começar a pregar o monoteísmo em Meca, Maomé enfrentou forte oposição. A cidade era um centro de peregrinação politeísta, e a elite local temia que a nova religião prejudicasse o comércio e a estrutura social baseada nos ídolos da Caaba.
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A Hégira (622 d.C.): Após anos de perseguição, Maomé e seus seguidores migraram para a cidade de Yathrib (que passou a se chamar Medina, ou “Cidade do Profeta”).
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Importância: Esse evento é o marco inicial do calendário islâmico (Ano 1). Em Medina, Maomé deixou de ser apenas um pregador para se tornar o governante da primeira comunidade islâmica (a Umma).
O retorno de Meca e a unificação
Após vários conflitos militares entre Medina e Meca, Maomé retornou vitorioso à sua cidade natal no ano 630 d.C.
Diferente do que era comum na época, ele ofereceu anistia a muitos de seus antigos inimigos. Maomé entrou na Caaba, destruiu os ídolos pagãos e rededicou o local ao culto exclusivo de Allah. Nos dois anos seguintes, quase todas as tribos da Arábia se converteram ao Islã.
Morte e sucessão
Maomé faleceu em 8 de junho de 632, em Medina, após uma breve doença. Como não deixou um sucessor homem nem instruções claras sobre quem deveria liderar a comunidade, sua morte deu início a uma disputa que resultaria, décadas depois, na divisão entre Sunitas e Xiitas.
Resumo rápido da biografia de Maomé
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570: Nascimento em Meca.
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610: Primeira revelação no Monte Hira.
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622: Hégira (Fuga para Medina) – Início do calendário islâmico.
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630: Conquista de Meca e purificação da Caaba.
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632: Morte em Medina.
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