Itamar Franco nasceu no ano de 1930 a bordo de um navio de cabotagem, e o registro de seu nascimento foi feito na capital da Bahia, onde sua mãe se abrigou com um tio.
Seu pai faleceu um pouco antes de seu nascimento, e sua família era de Juiz de Fora, local onde cresceu e se formou em Engenharia Civil Eletrotécnica – curso que atualmente é dividido em Engenharia Civil e Engenharia Elétrica.
Foi oficial da Reserva R/2 do Exército Brasileiro pelo NPOR de Juiz de Fora, e ingressou na política no ano de 1955, filiado ao partido PTB – Partido Trabalhista Brasileiro.
Carreira política
Ao entrar no PTB, foi candidato a vereador em Juiz de Fora em 1958, e a vice-prefeito da mesma cidade no ano de 1962, mas em nenhum dos casos foi eleito.
Itamar, com a chegada do regime ditatorial em 1964, filou-se ao MDB, e se candidatou a prefeito da cidade nas eleições seguintes, obtendo finalmente o sucesso.
Foi eleito no ano de 1967, e em seguida em 1972, mas renunciou ao cargo em 1974 para concorrer ao Senado Federal, obtendo sucesso como representante de Minas Gerais.
Com o pluripartidarismo sendo restabelecido no Brasil na década de 1980, Itamar filiou-se ao PMDB, que era sucessor do MDB, e em 1982 é reeleito senador da cidade.
Itamar foi defensor ativo da campanha das Diretas já!, e queria candidatar-se ao governo do estado de Minas Gerais, mas em seu partido encontrou resistência.
Por isso, abandonou o PMDB e filiou-se ao PL, entrando como candidato no ano de 1986, em que é derrotado pelo candidato de seu antigo partido com a diferença de 1% nos votos.
Em 1989, com a candidatura de Fernando Collor à presidência do país, sendo a primeira eleição direta para o cargo desde 1960, Itamar foi convidado a ser vice-presidente, e aceitou, trocando o PL pelo PRN, Partido da Reconstrução Nacional.
Collor foi eleito, e Itamar tornou-se Vice-Presidente da República, tomando posse no ano de 1990.
Vice-presidência e presidência
Suas opiniões divergiam de Collor, o que fez com que se afastassem. Itamar criticou publicamente as políticas de privatizações e da aplicação dos fundos resultantes da venda das companhias estatais e, após a reforma ministerial em abril de 1992, Itamar desligou-se do PRN.
O governo Collor então sofreu muitas denúncias de corrupção que levaram ao início de uma campanha por seu impeachment, momento em que Itamar acentuou ainda mais publicamente suas diferenças com o presidente.
Após a autorização do impeachment, Itamar assumiu interinamente a presidência, até que o titular fosse julgado pelo Senado Federal.
Itamar assumiu o Brasil em meio a uma grave crise econômica que chegava aos 1100% no ano de 1992, e 2708% no ano seguinte.
No ano de 1994, Itamar lançou o Plano Real, que foi elaborado pelo Ministério da Fazenda, que foi responsável pela estabilização da economia e acabou com a crise hiper inflacionária.
Entre suas realizações estão ainda o combate à miséria. Em 1994, apoiou a candidatura de Fernando Henrique Cardoso, que foi eleito. Sua aprovação popular, ao final do governo, era de 41%.
Após a presidência, continuou participando da política até 2011, ano em que foi diagnosticado com leucemia e teve que se afastar do Senado.
No mesmo ano, dois meses após seu afastamento, no dia 2 de Julho de 2011, Itamar faleceu em São Paulo.
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