O Irã ou República Islâmica do Irã é um país do situado no Oriente Médio, mais precisamente num subcontinente da Ásia Ocidental e faz fronteira com países como Arménia, Rússia, Cazaquistão, Afeganistão, Paquistão e Azerbaijão, tendo o Mar Cáspio ao norte.
É o décimo sétimo país mais populoso do mundo, com quase 93 milhões de habitantes, de acordo com estimativas de 2025.
Sua capital é a cidade de Teerã, onde concentra a maior população do país.
Outras cidades importantes e mais populares são Mashhad, Karaj, Isfahan, Tabriz e Shiraz.
Seu líder supremo atual é Ali Khamenei, a figura mais poderosa dentro do regime iraniano.

Suas terras eram anteriormente conhecidas como Pérsia e o país tem em toda a sua extensão 1.648.195 quilômetros quadrados, sendo assim a segunda nação do Oriente Médio e a 18º do mundo.
O país, muitas vezes lembrado pelos conflitos constantes nos noticiários, possui uma grande atuação no ramo das artes, o que inclui música, arquitetura, poesia e foi de tal influencia que em dado momento sua cultura foi a predominante pelo Oriente Médio.

Uma curiosidade sobre o país é que seu Ano Novo é comemorado em 21 de Março.
Direitos
No Irã há uma forte tensão no que se diz respeito à igualdade entre os sexos, lá as mulheres são terminantemente proibidas de dirigir ou trabalhar sem a permissão do marido, leis pregadas pelo Sharia, o código de leis islâmico.
Contudo as mulheres possuem o direito ao ensino e constituem mais da metade das atuais turmas universitárias do Irã, sobressaindo-se sobre as egípcias, marroquinas ou sauditas.
A cultura iraniana é marcada ainda pela forte luta por igualdade e justiça social e com base na dinastia Aquemênida, conhecida também como o primeiro império persa, foi criado o Cilindro de Ciro, considerada por muitos a primeira grande declaração de direitos humanos do mundo.
Literatura do Irã
A literatura do Irã é de caráter variado e riquíssima, apesar de ser pouco popularizada no resto do mundo. Ela se desenvolveu a partir do século IX a partir das dinastias que predominavam no país.
A poesia se destaca nesta área e Rumi é o poeta que mais se destaca, embora grande parte da população iraniana ache que Saadi é tão influente quanto ele.
Ambos são de grande importância para o Irã e eram praticantes do Sufismo, que se trata de uma corrente mística e contemplativa do Islã.
O romance “Veronika Decide Morrer”, do escritor brasileiro Paulo Coelho é bastante popular por lá.
Mídia
No Irã a mídia é fortemente controlada pelo governo e todo seu conteúdo deve ser inspecionado e aprovado antes de sua publicação; a internet é altamente popular entre a juventude e também sofre com o forte controle do Estado.
Os 5 canais da televisão iraniana é fortemente controlado pelo governo, contudo na capital Teerã são permitidas as antenas parabólicas, proibidas nos demais locais.
Chegando ao Irã cinco anos após seu surgimento, em 1900, e a primeira sala de cinema foi inaugurada em 1905 no Teerão.
Os filmes do Irã têm sido reconhecidos em festivais ao redor do mundo e sua produção progride com o passar do tempo. Abbas Kiarostami é um dos mais reconhecidos cineastas iranianos.
Costumes
As iranianas são obrigadas a cobrir os cabelos em público. Elas também não podem vestir saias acima dos joelhos e os rapazes usam bermudas apenas em casa.
No Irã as boates são proibidas e as festas acontecem dentro de casa com as portas e janelas bem fechadas para abafar o som.
Carícias são terminantemente proibidas em público, por isso a paquera acontece em meio virtual. O Irã já chegou a formar a maior população conectada ao Orkut.
Histórico de conflitos
A trajetória do Irã moderno é marcada por uma transição abrupta de uma monarquia pró-Ocidente para uma teocracia islâmica, o que reposicionou o país no centro das tensões geopolíticas globais.
A queda do xá e a revolução (1979)
O marco inicial do atual regime foi a Revolução Islâmica de 1979, que derrubou o monarca Mohammad Reza Pahlavi.
Sob a liderança do Aiatolá Khomeini, o país rompeu relações com os Estados Unidos — evento selado pela Crise dos Reféns na embaixada americana em Teerã — e instaurou a República Islâmica.
Guerra Irã-Iraque (1980–1988)
Apenas um ano após a revolução, o Iraque, liderado por Saddam Hussein, invadiu o Irã. O conflito durou oito anos e resultou em cerca de 1 milhão de mortos. Foi uma guerra de desgaste que consolidou o sentimento nacionalista e a estrutura militar do regime iraniano.
Programa nuclear e tensões internacionais (2000–2024)
Nas últimas décadas, o foco de conflito deslocou-se para o programa nuclear iraniano. Apesar do acordo de 2015 (JCPOA), a saída unilateral dos EUA em 2018 e a imposição de sanções severas levaram a uma escalada de hostilidades, incluindo ataques a navios no Golfo e assassinatos de figuras-chave, como o general Qasem Soleimani em 2020.
Instabilidade interna e conflitos recentes (2025–2026)
O ano de 2025 foi marcado por intensos protestos populares por direitos civis e contra a crise econômica, duramente reprimidos pelo governo.
Em junho de 2025, uma série de ataques aéreos (atribuídos a EUA e Israel) já havia atingido infraestruturas militares iranianas.
Operações Legão Rugidor em fevereiro de 2026.
O cenário atingiu um ponto crítico no dia 28 de fevereiro de 2026. Após o fracasso de negociações em Genebra sobre o programa nuclear e o fim de um ultimato americano:
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Ataque coordenado: Na madrugada de sabádo, 28/02/2026, os Estados Unidos e Israel lançaram uma operação militar conjunta de larga escala (denominada por Israel como Operação Leão Rugidor).
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Alvos: Explosões foram registradas em Teerã, Isfahan, Qom e Karaj. O foco foram instalações nucleares, bases de mísseis e complexos governamentais.
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Retaliação: O Irã respondeu imediatamente disparando mísseis contra Israel e bases militares dos EUA no Catar, Kuwait e Emirados Árabes Unidos.
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Situação atual: Assim como outros governos pelo mundo, o governo brasileiro, via Itamaraty, já manifestou “grave preocupação”, enquanto o espaço aéreo na região permanece fechado e o mundo observa o risco de uma guerra regional total.
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