Romantismo: resumo, características e as 3 gerações no Brasil
Valorização das emoções, liberdade de criação, amor platônico, temas religiosos, nacionalismo e história, eram as principais temáticas e características deste período fortemente influenciado pelo Iluminismo e pela liberdade alcançada na Revolução Francesa.
Surgiu em três países, Itália, Alemanha e Inglaterra, mas foi na França que o movimento encontrou força e espalhou-se pela Europa e pela América.
Nas artes plásticas, artistas como o espanhol Francisco Goya e o francês Eugène Delacroix representavam a pintura desta época.
Representando a natureza, os problemas sociais e urbanos, valorizando as emoções e os sentimentos, deixaram marcas significativas na arte da fase do Romantismo.
Na literatura, a poesia lírica transmitiu o romantismo nos séculos XVIII e XIX abusando das metáforas, palavras estrangeiras, frases diretas e comparações para falar de amores platônicos, acontecimentos históricos nacionais, a morte e seus mistérios. Lord Byron, Victor Hugo, Goethe e Willian Blake marcaram a poesia nesta época.
A liberdade de expressão e a utilização dos recursos da orquestra foram muito valorizadas nas músicas durante o romantismo.
Beethoven e Chopin foram destaques na música durante esta fase. No teatro, valorizou-se a religiosidade, o cotidiano e o individualismo.
Como chegou ao Brasil?
De 1836, com Suspiros Poéticos e Saudades, do poeta Gonçalves Magalhães, até 1881 com Memórias Póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis, o Romantismo perdurou no Brasil.
O desenvolvimento do romantismo, principalmente na literatura, se deu a partir da vinda da Família Real para o Rio de Janeiro, gerando um forte desenvolvimento artístico e cultural na colônia, que recebia agora a produção literária européia.
A insatisfação da população com a situação de colônia, fez despertar um sentimento de nacionalismo que espalhou-se principalmente após a Declaração da Independência, em 1822, por Dom Pedro I.
Além disso, o Brasil era uma das únicas colônias americanas que ainda mantinha o sistema econômico com forte ação de trabalho escravo, gerando opiniões controversas entre os autores da época.
Desta forma, na literatura, poetas expressaram seus pensamentos abolicionistas, como o poeta Gonçalves Magalhães.
A independência aumentou o sentimento de nacionalidade refletida na literatura, onde autores projetavam seus ideias de uma forte nação em crescimento e desenvolvimento, fazendo parte significativa na história do país.
O nacionalismo, o mal do século e a condoreira
A literatura foi impulsionada e teve como marco no Romantismo brasileiro a publicação da obra Suspiros Poéticos e Saudades, de Gonçalves de Magalhães. No Brasil, a literatura romântica foi marcada por três gerações.
A primeira, também conhecida como nacionalista, valorizava os fatos históricos e a vida do índio, que era usado como símbolo cultural do Brasil.
Nesta geração, destacam-se os escritores Gonçalves Magalhães, Gonçalves Dias, Araújo Porto Alegre e Teixeira e Souza.
A segunda geração é popularmente conhecida como Mal do Século, ou fase ultra-romântica. Os escritores desta época retratavam o amor extremo, o pessimismo, a valorização da morte, a tristeza e uma visão decadente da sociedade.
Muitos dos autores morreram jovens. Entre os escritores que se destacaram nesta etapa, estão Álvares de Azevedo, Casimiro de Abreu e Junqueira Freire.
Já a terceira geração, era conhecida como condoreira. Seus textos eram marcados pela crítica social. O principal autor desta fase foi Castro Alves, que criticou diretamente a escravidão em seu poema Navio Negreiro.
Formas de expressões brasileiras
Além da literatura, o Romantismo teve fortes marcas em outras formas de expressões artísticas. Nas artes plásticas, os pintores retratavam fatos históricos do país, contribuindo para a formação de uma identidade nacional. Pedro Américo e Victor Meirelles marcaram com suas obras A Batalha do Avaí e A Batalha de Guararapes.
Na música a emoção, o amor e a liberdade, são valores muito retratados. O folclore e o nacionalismo foram inspiração para obras como O Guarani, de Carlos Gomes.
No teatro, assim como na música e na literatura, eram valorizados os temas do cotidiano, o individualismo, o nacionalismo e a religiosidade.
Em 1838, a primeira tragédia de Gonçalves Magalhães é encenada: O Poeta e a Inquisição. Também foi obra de destaque O Noviço, de Martins Pena.
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