Os principais escritores do Romantismo
O Romantismo surgiu na Itália, Alemanha e Inglaterra, porém foi na França que o movimento adquiriu mais força e espalhou-se pelo resto da Europa e pela América.
No Brasil, o desenvolvimento do Romantismo, principalmente na literatura, deu-se a partir da vinda da Família Real para o Rio de Janeiro.
Principais características do período
- Valorização das emoções;
- Liberdade de criação;
- Amor platônico;
- Temas religiosos;
- Nacionalismo e história.
Os escritores do Romantismo
Conheça a seguir um pouco mais a respeito de alguns dos principais nomes do Romantismo Brasileiro.
- Castro Alves – Nasceu em 14 de março de 1847, na Bahia e foi o escritor mais importante da 3ª fase do Romantismo, a chamada “Poesia Social”. A obra do autor caracteriza-se pela indignação com opressões e a compreensão dos problemas sociais, além do tom vigoroso e versos expressivos de sua poesia. Castro Alves foi apelidado de “Poeta dos Escravos”, devido à sua poesia abolicionista. Suas obras de destaque são “Navio Negreiro” e “Vozes d’África”, nas quais o escritor denuncia as injustiças e pede por liberdade. Já na poesia romântica de Castro Alves, o amor não é mais platônico.
-
Álvares de Azevedo – Nasceu em 12 de setembro de 1831, em São Paulo, e faleceu com apenas 21 anos, no Rio de Janeiro. É o maior representante da 2ª Geração do Romantismo (conhecida como “Mal do Século” ou Ultrarromantismo). Sua obra é marcada por um forte dualismo: de um lado, o tédio, a melancolia e o desejo de morte; do outro, a ironia e o sarcasmo. Foi fortemente influenciado pelo poeta inglês Lord Byron. Seus textos giram em torno da dúvida, do amor inatingível e do medo da morte (um reflexo de sua própria vida, marcada pela tuberculose). Suas obras de maior destaque são o livro de poesias “Lira dos Vinte Anos” e os contos góticos de “Noite na Taverna”.
- Gonçalves Dias – Nasceu na cidade de Caxias, no estado do Maranhão. Em suas poesias, encontramos as marcas do indianismo e do nacionalismo, da exaltação da pátria. Seu poema mais conhecido, “Canção do Exílio”, foi escrito em Coimbra, em 1843. O escritor também escreveu duas peças teatrais e o Dicionário da Língua Tupi.
- José de Alencar – Nasceu no dia 1º de maio de 1829, em Mecejana, no Ceará. O autor é considerado o precursor do Romantismo no Brasil em quatro características: indianista, psicológica, regional e histórica. José de Alencar abordou amplamente os temas do índio e do sertão e valorizou a língua falada no Brasil. Escreveu obras de variados estilos e romances que abordam o cotidiano. As suas obras de destaque são: “Ubirajara”, “Iracema”, “O Guarani”, “Diva”, “Lucíola”, “Senhora”, “A Viuvinha”, “O Sertanejo”, “O Tronco do Ipê”, “O Gaúcho”, “Til”, “As Minas de Prata”, “A guerra dos Mascates”.
- Machado de Assis – O autor nasceu em 21 de junho de 1839, no Rio de Janeiro. No ano de 1872, publicou o seu primeiro romance, “Ressurreição”. Sua obra apresenta várias fases e pode-se considerar que os romances “Ressurreição”, “A mão e a luva”, “Helena” e “ Iaiá Garcia” representam a primeira fase de sua produção literária. Estes romances também possuem algumas características da fase realista, como o interesse pela análise psicológica das personagens, humor, monólogos interiores e rupturas na narrativa.
O Romantismo não foi apenas um estilo literário, mas um movimento fundamental para a construção da identidade nacional brasileira.
Em um período recém-independente, foram esses autores que buscaram definir o que era “ser brasileiro”, exaltando nossa natureza, nosso passado histórico e, na fase final, lutando por causas sociais como a abolição da escravatura.
Embora tenha sido marcado pela idealização e pelo sentimentalismo exagerado, o movimento deixou heranças eternas na nossa cultura.
Obras como O Guarani e Navio Negreiro são leituras obrigatórias para entender o Brasil do século XIX.
No entanto, com o passar do tempo, o excesso de subjetividade e fantasia acabou desgastando o modelo romântico.
Isso abriu espaço para o surgimento de uma nova visão de mundo, mais crua, científica e objetiva: o Realismo, que viria a dominar a literatura logo em seguida.
Publicar comentário