Modelos Atômicos: evolução, resumo e diferenças entre modelos

A compreensão do que compõe a matéria não surgiu da noite para o dia. Foi uma construção de séculos, onde cada cientista “subiu nos ombros de gigantes” para refinar nossa visão sobre a unidade básica do universo.

Dessa forma, entender os modelos atômicos é compreender como a própria ciência evolui através da observação e do método experimental.

O que são modelos atômicos?

Modelos atômicos são representações teóricas criadas por cientistas para explicar a estrutura e o comportamento dos átomos.

Como os átomos são pequenos demais para serem vistos diretamente, esses modelos funcionam como “mapas” que evoluem conforme novas descobertas surgem.

1. Modelo de Dalton (1803): A bola de bilhar

John Dalton foi o responsável por retomar as ideias dos filósofos gregos Leucipo e Demócrito, mas sob uma ótica científica. Para ele, o átomo era:

  • Maciço e indivisível;

  • Indestrutível;

  • Esférico.

Dalton acreditava que elementos diferentes eram feitos de átomos com massas diferentes, mas que, dentro de um mesmo elemento, todos os átomos eram idênticos.

2. Modelo de Thomson (1898): O famoso pudim de passas

Com a descoberta do elétron (partícula de carga negativa), o modelo de Dalton “quebrou”. Joseph John Thomson propôs que o átomo não era indivisível.

  • O átomo seria uma “gelatina” de carga positiva;

  • Os elétrons estariam incrustados nessa massa, como passas em um pudim.

  • Contribuição: O átomo passa a ter uma natureza elétrica neutra (equilíbrio entre cargas positivas e negativas).

3. Modelo de Rutherford (1911): o modelo planetário 

Ernest Rutherford realizou o famoso experimento com a folha de ouro e percebeu que a maioria das partículas atravessava a matéria.

Sua conclusão mudou tudo: o átomo é, em sua maior parte, um vazio.

  • Núcleo: Pequeno, denso e positivo.

  • Eletrosfera: Uma região vasta onde os elétrons giram ao redor do núcleo, como planetas ao redor do Sol.

4. Modelo de Bohr (1913): os níveis de energia

Niels Bohr refinou o modelo de Rutherford para explicar por que os elétrons não “caíam” no núcleo. Ele introduziu a ideia de que:

  1. Os elétrons orbitam em camadas com energias fixas;

  2. Ao ganhar energia, o elétron pula para uma camada externa (salto quântico);

  3. Ao retornar, ele libera essa energia na forma de luz (fóton).

Quais são as diferenças entre os modelos atômicos?

Cientista Ano Analogia Principal Característica
Dalton 1803 Bola de Bilhar Átomo maciço e indivisível.
Thomson 1898 Pudim de Passas Descoberta do elétron e divisibilidade.
Rutherford 1911 Sistema Solar Existência de núcleo e eletrosfera.
Bohr 1913 Orbitais de Energia Elétrons em camadas circulares fixas.

O modelo atual (mecânica quântica)

Hoje, com as contribuições de Schrödinger e Heisenberg, sabemos que não podemos prever a posição exata de um elétron, mas sim a probabilidade de encontrá-lo em uma região chamada orbital.

O átomo moderno é visto como uma “nuvem eletrônica”.

Referências Bibliográficas:

  • ATKINS, P.; JONES, L. Princípios de Química: Questionando a vida moderna e o meio ambiente. Porto Alegre: Bookman, 2012.

  • RUSSELL, J. B. Química Geral. São Paulo: Makron Books, 1994.

Pedagogo, graduando em Direito, especialista em Docência para o Ensino Superior e EJA - Educação de Jovens e Adultos. Pesquisador das relações de gênero e raciais, e apaixonado por justiça social. Criador do portal Toda Disciplina, onde compartilha conhecimento e debates sobre educação, direitos humanos e cultura.

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