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Lampião: biografia – vida e morte

Biografia de Lampião, o Virgulino Ferreira da Silva.
Biografia de Lampião, o Virgulino Ferreira da Silva.

Virgulo Ferreira da Silva, mais conhecido como Lampião (Lampeão, na versão ortográfica à época), foi um dos mais temidos e mais conhecidos cangaceiros com atuação no Nordeste Brasileiro a partir do início do século XX.

Nascido no dia 4 de junho de 1898, na cidade de Serra Talhada, localizada no sertão do estado de Pernambuco, Lampião tornou-se conhecido após unir-se a um grupo de facínoras para cometer diversos crimes na Região Nordeste Brasileira. O bando cometeu crimes nos estados de Sergipe, Alagoas, Pernambuco, Paraíba, Bahia e Rio Grande do Norte. De todos os oito estados da região, o bando apenas não atuou no Piauí e no Maranhão.

Morte

Confira detalhes da morte do cangaceiro Lampião, no estado de Sergipe, em 28 de julho de 1938.

Na maioria das vezes em que confrontavam-se com às autoridades, Lampião e seu bando, levava a melhor. Entretanto, no dia 28 de de julho de 1938, o grupo perdeu essa “sorte”.

Era início da manhã de uma quarta-feira, quando o bando estava acampado em uma Fazenda Angicos, em uma região de mata conhecida como Grota e Angicos, na cidade de Poço Redondo, na Região Agreste do estado de Sergipe, quando foram surpreendidos por inúmeros soldados da *volante comandados pelo Tenente João Bezerra e o Sargento Aniceto Rodrigues da Silva, que já chegaram atirando em todos.

Na imagem, cabeças de diversos membros do bando de Lampião, incluindo ele, são expostas em público como sinal de vitória pelas autoridades
Na imagem, cabeças de diversos membros do bando de Lampião, incluindo ele, são expostas em público como sinal de vitória pelas autoridades. Foto: Reprodução/Web/Agência Folha de S. Paulo

De acordo com informações de historiadores, os policiais utilizaram metralhadoras portáteis na ação policial contra os cangaceiros de Lampião.

No momento do cerco policial, por ser considerado pelo grupo um local seguro, alguns dos cangaceiros ainda dormiam, outros preparavam o café da manhã totalmente desprevenidos. Acuados com a chegada repentina dos policiais, muitos dos cangaceiros nem chance de defesa tiveram. Dos trinta e quatro que estavam no local, onze foram mortos, incluindo o líder do grupo.

O comandante do bando foi um dos primeiros a morrer. A sua companheira, a também cangaceira Maria Bonita, foi gravemente ferida devido os inúmeros tiros sofridos. Ao final da ação, que durou cerca de vinte minutos no total, todos as vítimas tiveram suas cabaças degoladas. Alguns tiveram seus corpos mutilados. Há relatos que Maria Bonita foi degolada ainda viva.

As cabeças do bando foram expostas pelas autoridades em diversas cidades da Região Nordeste como símbolo de vitória (imagem acima), mesmo em avançado estado de decomposição, ainda foram levadas à Região Sudeste.

Por fim, após inúmeras exposições, as cabeças de Lampião e seu bando foram levadas para o Museu Nina Rodrigues, em Salvador, na Bahia, sendo enterradas apenas em 1968, trinta anos após as mortes.

Lampião e Maria Bonita tiveram uma filha, Expedita, que mora no estado de Sergipe.

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