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Força Expedicionária Brasileira: o dia em que a cobra fumou

O Brasil sempre foi conhecido como um país pacífico e acolhedor mas também tem suas histórias de guerras em uma das maiores ocorridas: a Segunda Guerra Mundial.

Em 1 de Setembro de 1939, começa na Europa um conflito que por certo viria a se tornar um dos maiores das histórias das guerras, com as maiores potências divididas em dois grupos:

Aliados

Chiang Kai-Shek(Líder Chinês), Franklin D. Roosevelt(Lider Americano) e Winston Churchill(Lider Britânico)
Chiang Kai-Shek(Líder Chinês), Franklin D. Roosevelt (Líder Americano) e Winston Churchill (Líder Britânico)
  • Estados Unidos;
  • Império Britânico, (a atual Inglaterra) – esse império era constituído por Austrália, Nova Zelândia e África do Sul;
  • União Soviética (atual Rússia);
  • China;
  • Mais para frente, o Brasil.

Contudo, do outro lado, tínhamos:

Eixo

Bons amigos em três países(1938): Pôster de propaganda japonês celebrando a participação da Itália no Pacto Anticomintern em 6 de novembro de 1937. No topo, Hitler, Konoe e Mussolini.
Bons amigos em três países(1938): Pôster de propaganda japonês celebrando a participação da Itália no Pacto Anticomintern em 6 de novembro de 1937. No topo, Hitler, Konoe e Mussolini.
  • Alemanha,
  • Itália,
  • Japão.

Depois, a França foi “obrigada” a participar do eixo.

O Brasil e a Guerra

A princípio, o Brasil era um país neutro e mantinha boas relações com ambas as partes. Apreciador do regime de Mussolini, líder Italiano e principal fornecedor de matérias primas para os Estados Unidos.

Em Virtude desse posicionamento, diziam que eram mais fácil uma cobra fumar cachimbo, que o Brasil entrar na guerra.

No entanto as outras nações não ficavam nem um pouco felizes com esse posicionamento. Os Estados Unidos desde o início dos conflitos, pressionava o Brasil, que concedesse permissão para que suas tropas fizessem uso dos portos e aeroportos da região Norte-Nordeste. Pontos esses, considerados fundamentais para a defesa do continente.

Getúlio Vargas, atual presidente do Brasil, aliou essa pressão, ao propósito de reaparelhamento das tropas brasileiras.

Em 7 de Dezembro de 1941, acontece o ataque à base americana de Pearl Harbor, orquestrado pelos japoneses. Com isso, os Estados Unidos, entraram,de fato, na guerra.

A cobra Fumou!

 Um artilheiro brasileiro sorridente na Itália carrega um obus de 105mm com uma mensagem das tropas, para Hitler em português: “A cobra está fumando”. A Força Expedicionária Brasileira fazia parte do Quinto Exército dos EUA na Itália.
Um artilheiro brasileiro sorridente na Itália carrega um obus de 105mm com uma mensagem das tropas, para Hitler em português: “A cobra está fumando”. Foto: Reprodução/Internet/Autor Desconhecido

Em fevereiro de 1942, iniciaria a história da guerra do Brasil. Visto que, submarinos italianos começam a bombardear navios mercantes brasileiros. Esses ataques foram de fevereiro à agosto, causando mais de 600 mortos, incluindo mulheres e crianças.

Como resultado, houve grande indignação por parte da população, que nesse momento, clamava por guerra e vingança.

No dia 22 de Agosto de 1942, o Brasil declarou guerra contra a Alemanha e Itália.

A criação da Força Expedicionária Brasileira

Então, em março de 1943, foi criada a FEB (Força Expedicionária Brasileira), uma força militar que seria equipada e treinada pelos Estados Unidos, para entrar em combate na Europa. No final do mesmo ano, foi decidido o destino da FEB, ela atuaria na Itália.

Tropas brasileiras na Itália,o Brasil forneceu mais de 25.000 soldados
Tropas brasileiras na Itália,o Brasil forneceu mais de 25.000 soldados. Foto: Reprodução/Internet

Missões da FEB

A primeira missão da FEB foi realizada na cidade de Lucca, tomando o vale do rio Serchio, com a finalidade de tomar as cidades de Massarosa, Camaiore e Monte Prano, que estavam sob domínio alemão.

Soldados da FEB sendo saudados por moradores de Massarosa. Final de setembro, 1944 .
Soldados da FEB sendo saudados por moradores de Massarosa. Final de setembro, 1944 .

Por conseqüência do seu excelente desempenho na sua primeira missão, a FEB foi encaminhada para o que seria à missão mais longa dos expedicionários brasileiros; expulsar dos Apeninos Setentrionais, as tropas alemãs com sua forte artilharia e, por fim, permitir o avanço aliado.

Esse complexo era formado por Monte Castello, Belvedere e outras regiões montanhosas.

Batalha de Monte Castello

Ficando conhecida como a batalha de Monte Castello, foi a mais dura da história das guerras da FEB. Embora quatro, dos seis ataques realizados pela FEB, não tiveram êxito, contabilizando um grande número de baixas.  

Em 21 de fevereiro de 1945, com um ataque inegavelmente bem orquestrado, a FEB toma o cume de Monte Castello, realizando o feito que nem as tropas de elite americana conseguira fazer.  

Tropas brasileiras em Torre di Nerone, perto de Monte Castello.
Tropas brasileiras em Torre di Nerone, perto de Monte Castello.

Iniciava-se, agora, a última ofensiva para tomada do território italiano, e a mais sangrenta batalha travada pela FEB, visto que foi o maior números de baixa em um dia de batalha.

Tomada de Montese

Foi uma campanha excelente e irrepreensível dos militares brasileiros, posto que adentraram na traiçoeira guerra urbana moderna.

Os soldados brasileiros estavam em menor número, no entanto, venceram a batalha, conseguindo que os alemães se rendessem.

General alemão Otto fretter-Pico se rendendo à tropa brasileira em abril de 1945
General alemão Otto fretter-Pico se rendendo à tropa brasileira, em abril de 1945.

Com o fim da batalha na Itália, os aliados formularam ao governo brasileiro um pedido de suporte às tropas que lutariam na Áustria, entretanto, o governo brasileiro recusou o pedido, ordenando que todos os soldados voltassem para casa.

O Brasil foi o único país da América do Sul, a participar da guerra. Somando, no total, quatrocentos e cinquenta e quatro mortos, dois mil e sessenta e quatro feridos e trinta e cinco homens aprisionados.

*Revisado por Paulo Silva

Artigo atualizado por último em:

1 Dúvida