Banco Mundial: o que é, objetivos e a diferença com o FMI
Sempre que ouvimos falar de grandes crises econômicas ou obras gigantescas em países em desenvolvimento, o nome Banco Mundial aparece no noticiário.
Mas, afinal, o que ele faz? Ele guarda dinheiro? Qualquer um pode pedir um empréstimo lá?
Criado no fim da Segunda Guerra Mundial, o Banco Mundial é uma das instituições mais poderosas do planeta. Diferente de um banco comum (comercial), seu lucro não é o objetivo final.
Sua missão oficial é ambiciosa: acabar com a pobreza extrema e promover a prosperidade compartilhada.
Dados Gerais do Banco Mundial
| Característica | Informação |
| Criação | 1944 (Conferência de Bretton Woods) |
| Sede | Washington, D.C. (EUA) |
| Membros | 189 países (incluindo o Brasil) |
| Foco Principal | Desenvolvimento e Redução da Pobreza |
| Presidente | Tradicionalmente um norte-americano |
| Sigla Original | BIRD (Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento) |
Origem
Para entender o Banco Mundial, precisamos voltar a 1944. A Segunda Guerra Mundial estava acabando e a Europa estava destruída.
Líderes de 44 países se reuniram nos EUA, na famosa Conferência de Bretton Woods, para desenhar como seria a economia do mundo no pós-guerra. O medo era que uma nova crise econômica gerasse uma terceira guerra mundial.
Nesse encontro nasceram dois “irmãos”:
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O FMI (Fundo Monetário Internacional).
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O Banco Mundial (que na época nasceu com o nome de BIRD – Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento).
Curiosidade: O primeiro objetivo do banco não era combater a pobreza, mas sim reconstruir a Europa e o Japão. O primeiro empréstimo da história do banco foi para a França, em 1947.
Para que serve?
Depois que a Europa se recuperou, o Banco mudou seu foco para os países em desenvolvimento (América Latina, África e Ásia).
Hoje, o Banco Mundial funciona como uma cooperativa gigante. Os países ricos colocam dinheiro lá, e o Banco empresta esse dinheiro a juros baixos (ou zero) para países que precisam investir em:
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Infraestrutura: Construção de estradas, pontes, hidrelétricas e redes de internet.
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Social: Construção de escolas, hospitais e programas de vacinação.
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Saneamento: Levar água potável e esgoto para populações carentes.
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Reformas: Modernizar a gestão pública dos governos.
O Brasil, por exemplo, já pegou diversos empréstimos com o Banco Mundial para projetos como o Bolsa Família e obras de saneamento básico.
Qual a diferença entre Banco Mundial e FMI?
Essa é a pegadinha clássica de prova. Os dois nasceram juntos e ficam na mesma rua em Washington, mas têm funções opostas.
Imagine que a economia mundial é uma cidade:
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O FMI é o Bombeiro: Ele age na emergência. Se um país quebrou, a moeda desvalorizou e a inflação explodiu (crise de curto prazo), o FMI empresta dinheiro para “apagar o incêndio” e estabilizar a economia.
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O Banco Mundial é o Arquiteto/Engenheiro: Ele age no longo prazo. Ele empresta dinheiro para construir coisas, desenvolver a sociedade e melhorar a vida das pessoas daqui a 10 ou 20 anos.
Resumo: O FMI foca na estabilidade financeira. O Banco Mundial foca no desenvolvimento estrutural.
Críticas e polêmicas
Nem tudo são flores. O Banco Mundial recebe críticas duras de geógrafos e economistas:
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Domínio dos EUA: Por regra (não escrita), o presidente do Banco Mundial é sempre indicado pelos Estados Unidos, o que gera acusações de que o banco serve aos interesses americanos.
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Dívida Externa: Alguns críticos dizem que os empréstimos geram um ciclo de endividamento que prende os países pobres, que nunca conseguem pagar o que devem.
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Impacto Ambiental: No passado, o banco financiou grandes obras (como represa na Amazônia e na África) que causaram desmatamento e expulsão de comunidades indígenas, gerando protestos globais. Hoje, o banco é muito mais rígido com questões ambientais (ESG).
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