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Andy Warhol: biografia do criador da Pop Art

Confira a biografia do artista americano Andy Warhol.
Confira a biografia do artista americano Andy Warhol.

Andy Warhol, nascido no dia 6 de agosto de 1928, na cidade de Pitsburgo, no Estado da Pensilvânia, nos Estados Unidos, é conhecido, principalmente por ser o inventor da Pop Art. Apesar de torna-se popular com este nome artístico, seu nome de batismo era Andrew Warhola. Morreu no dia 22 de fevereiro de 1987, um dia após ter se submetido à uma cirurgia.

Ele era considerado um artista com múltiplos talentos, pois sua produção abrangia as artes plásticas, o cinema, a música, a fotografia e a publicidade.

No mesmo instante em que fazia uma arte provocativa que transformou em mitos elementos banais do dia a dia, da sociedade de consumo e da cultura popular que era explorada pelos meios de comunicação de massa, ele também pensava a longo prazo sobre às transformações culturais que influenciaram os comportamentos sociais e os padrões estéticos das últimas décadas do século XX e dos primeiros anos do XXI.

Biografia

Andy era o mais novo dos três filhos do casal de imigrantes rutenos, Ondrej e Julia Warhola. Oriundos do Leste Europeu, os pais do artista, em busca de melhores condições de vida, foram morar nos Estados Unidos. Chegando lá, estabeleceram-se na Pensilvânia, onde formaram uma comunidade rutena com outros conterrâneos.

Na adolescência, Andy era um garoto estudioso e religioso. Sua vida era ir à escola e frequentar à igreja católica bizantina de São João Crisóstomo. Em muitos momentos de sua vida nesse período, ele ficou doente de cama. Enquanto isso, ele desfrutava de suas leituras de revistas sobre as estrelas do cinema, como Greta Garbo e Shirley Temple.

Ele não possuía dinheiro para comprar brinquedos ou ter outros tipos de lazer. Desse modo, um de seus hobbies era colecionar fotografias das atrizes de Hollywood. Neste instante, ele já demostrava seu interesse por celebridades, algo que o seguiria por toda a vida.

Quando tinha apenas oito anos de idade, ele sofreu uma febre reumática, esse seria o primeiro episódio de colapso nervoso que o acometeriam até os dez anos de idade. Teve, ainda, de enfrentar, devido seus problemas de saúde, uma puberdade que modicou suas feições tirando qualquer possibilidade dele ser um dia atraente.

Prestes à completar quatorze anos de idade, perdeu o pai para uma tuberculose. Mas antes de falecer, seu genitor havia investido, sem que o adolescente soubesse, em títulos postais, um dinheiro suficiente para pagar ao menos dois anos da universidade de Andy.

Anos depois, com o dinheiro dos investimentos do pai, ele ingressou na Universidade Carnegie Mellon. No primeiro ano do curso universitário, ele não conseguia mais esconder um problema que enfrentava desde o colégio: a sua dislexia. No entanto, para passar de ano e se formar, ele teve ajuda de um grupo de amigos que havia construído desde o início do curso. Os amigos mais próximos dele já notavam a genialidade de Warhol.

Em entrevistas, ele revelou que, durante a vida escolar, preferia mais observar os fatos do que comentar. “Aprendi que você, na verdade, tem mais poder quando se cala, porque ao menos dessa forma as pessoas começam talvez a duvidar de si mesmas”, declara. Anos depois, Warhol declarou que o seu silêncio era uma forma mais eficiente de interferir:   

A mãe do artista foi fundamental para o desenvolvimento artístico dele, pois foi através da herança cultura baseada na religião e na arte popular transmitida por ela, que ele foi desenvolvendo suas artes. Ela, inclusive, matriculou o Andy, quando criança, para ter aulas de arte com um dos melhores professores de Pitsburgo.

Andy Warhol aos 3 anos de idade com sua mãe Julia e seu irmão John.
Andy Warhol aos 3 anos de idade com sua mãe Julia e seu irmão John.

O sucesso de Warhol em 1962 com suas exposições de telas de latas de sopa Campbell’s e garrafas de Coca-Cola e réplicas de caixas de sabão Brillo fez com que ele entrasse o ano seguinte produzindo como nunca suas imagens sobre as coisas mais banais do cotidiano, produtos de consumo e retratos fotográficos de celebridades impressas em técnica de silkscreen.

Ele conseguiu ganhar notoriedade ao transferir para a arte “real” as técnicas, materiais e formas que usava na arte “comercial”. Mais do que isso, ele fez a cultura popular tornar-se um tema da arte e a arte uma parte integrante da cultura popular. Um dos fatores que fez Warhol ser o maior dos artistas pop foi o fato de que não era só sua obra que expressava os ideais da Pop Arte, ele mesmo era a encarnação da Pop Art.

Warhol era um aficcionado por cinema e fotografia e estava interessado em inovar nessas artes e levá-las para dentro das galerias. Em seus documentários e longa-metragens fez experimentações e subverteu as regras dessas linguagens.

Durante os anos 60, sua obra multimídia eliminou as fronteiras entre “alta cultura” e “cultura popular” e derrubou a ideia consagrada de que para se obter arte extraordinária é necessário que ela seja uma arte não comercial. Sobre isso Warhol afirmou: “A arte não comercial deu-nos o ‘Grande Jatte’ de Seurat e os sonetos de Shakespeare, mas também muito do que é esotérico ao ponto da incomunicabilidade. Inversamente, a arte comercial deu-nos muito do que é vulgar ou pretensioso (dois aspectos da mesma coisa) a ponto de ser abominável, mas também nos deu as gravuras de Dürer e as peças de Shakespeare”.

A aguçada percepção que Warhol tinha da junção do anseio pela fama, expresso no culto às celebridades, com o impacto dos meios de comunicação de massa o fez explorar em suas obras o panteão de artistas famosos que surgiam na música e no cinema, assim como políticos e esportistas populares, transformando todos em ícones na cultura popular e também em mercadorias.

Essa observação o fez prever que no futuro todos teriam quinze minutos de fama, com todas as implicações boas e más que isso traz. Mas nem só em imagens glamourosas sua obra era inspirada. Na série “Morte na América” ele expõe sua visão sobre fatos perturbadores apresentados pelos meios de comunicação de massa, como acidentes de carro, suicídio, policiais espancando negros e uma cadeira elétrica, entre outras. Warhol mostrava que a Pop Art não era uma visão resignada da vida contemporânea, muito pelo contrário.

Cartaz divulgando obra de Andy Warhol com show do Velvet Underground
Cartaz divulgando obra de Andy Warhol com show do Velvet Underground. Foto: Reprodução/ The Andy Warhol Foundation for the Visual Arts, Inc.

Morte

Morreu 22 de fevereiro de 1987, um dia depois depois de ter se submetido à uma cirurgia de vesícula biliar.

Paulo Silva (graduando em Pedagogia)

Paulo Silva (graduando em Pedagogia)

Graduando em Pedagogia no Centro Universitário Leonardo da Vinci (Uniasselvi) e jornalista com registro profissional no Ministério do Trabalho de n° 2022/RN. É editor de conteúdos escolares e universitários do site Toda Disciplina desde maio 2019. Tem interesse em estudos sobre gênero, sexualidade., religiões de matriz africana e protestantes. Contato: paulo@todadisciplina.com.br

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