Leonel Brizola: vida, carreira política e mais

Leonel de Moura Brizola, nascido em Cruzinha, um município do Rio Grande do Sul, no dia 22 de janeiro de 1922, é filho de José de Oliveira Brizola, um lavrador que morreu durante a Revolução Federalista de 1923 como parte das tropas de Joaquim Francisco de Assis Brasil.

Sua mãe, Onívia de Moura Brizola foi responsável por sua alfabetização, e ele somente foi à escola primária no ano de 1931, na cidade de Passo Fundo.

5 anos depois entrou no Instituto Agrícola de Viamão e formou-se como técnico rural em 1939. No ano seguinte se mudou para Porto Alegre, onde começou a trabalhar no serviço de parques e jardins da prefeitura.

Matriculou-se, com intuito de seguir com seus estudos, no Colégio Júlio de Castilhos onde cursou o supletivo, o que permitiu que, no ano de 1945, começasse o curso de Engenharia Civil na Universidade do Rio Grande do Sul, onde formou-se 4 anos depois.

Vida política

Em 1946, ele foi eleito como Deputado Estadual, o que deu início a sua longa carreira política. No ano de 1951, disputou pela primeira vez o cargo de prefeito, mas foi derrotado com apenas 1% de diferença nos votos.

Foi então nomeado secretário de obras do seu estado Natal, mas no ano de 1954 foi eleito deputado federal com a maior quantidade de votos obtidos no Rio Grande do Sul até então.

Ele, no entanto, quis novamente disputar a prefeitura e enfim teve mais votos do que todos os seus concorrentes juntos.

Sua carreira política era um sucesso e, aos 36 anos de idade, ele foi eleito o Governador do Rio Grande do Sul, e iniciou um projeto de construção de seis mil escolas públicas em seu estado.

Em 1962 mudou-se para o Rio de Janeiro, onde foi eleito como Deputado Federal. No ano de 1964, houve o golpe militar e Leonel Brizola, que era ligado e inclusive fez campanhas para Jango, presidente deposto, perdeu seus direitos políticos e se exilou.

Ele estava no Uruguai, mas a ditadura brasileira, no ano de 1977, pediu sua expulsão do país que o deportou para os Estados Unidos.

Lá teve elações com Jimmy Carter e, em seguida, foi a Portugal e se juntou aos outros exilados para retornar ao Brasil com a Lei da Anistia no ano de 1979.

Nesse ano, junto a outros, foi um dos fundadores do Partido Democrático Trabalhista (PDT), e então retomou sua vida política no país.

Em 1982 foi eleito governador do Rio de Janeiro, e então, finalmente, a ditadura acabou no Brasil no ano de 1985, e ele, então, se candidatou, com a volta da democracia, ao cargo de Presidente no ano de 1989.

Ficou somente atrás de Collor, que foi eleito, e Lula, o segundo mais votado.

Brizola apoiou Lula e em seguida disputou, no ano seguinte, o governo do Rio de Janeiro em que foi eleito novamente.

No ano de 1994, foi candidato mais uma vez à presidência, mas teve sua carreira abalada ao escolher apoiar o Presidente Fernando Collor de Mello que sofreu o Impeachment. A partir desse momento, sua carreira política começou a definhar.

O fim de sua vida

Apesar de continuar envolvido com a política, Leonel Brizola não tinha tanta relevância política quanto antes.

Foi para sua fazenda no Uruguai, tendo retornado doente tempo depois ao Brasil, e seu quadro foi piorando, forçando sua internação.

Fez exames e nada foi detectado. Quando estava saindo do hospital, sofreu um infarto e faleceu no dia 21 de junho de 2004.

Pedagogo, graduando em Direito, especialista em Docência para o Ensino Superior e em Educação de Jovens e Adultos. Pesquisador das relações de gênero e raciais, e apaixonado por justiça social. Criador do portal Toda Disciplina, onde compartilha conhecimento e debates sobre educação, direitos humanos e cultura.

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